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Os 25 são condenados na Itália

dezembro 18, 2007

Carlo Giuliani assassinado 

O ano de 2001 na cidade italiana de Gênova foi junto com a batalha de Seattle em 1999 as maiores frentes sociais humanas, que ajudaram a trazer novos parâmetros para o ativismo global na luta contra a globalização, que é liderada pelos países ricos e controlada pelas grandes corporações capitalistas.
Tratava-se da reunião do G8, em que os líderes mundiais decidem os parâmetros econômicos que irão lhes beneficiar e prejudicar os países pobres. Que ajudam a massificar o mundo, tornado-o quase um admirável mundo novo, do Huxley. Mas que teve como resposta 300 mil manifestantes nas ruas genovesas clamando por liberdade. Parecia que naquele momento, uma massa global de ativistas, totalmente insatisfeitos com o rumo da bestialidade humana em que o planeta se perpetrava, mostrava suas caras e suas vozes, numa jihad libertária em prol da vida.
Vários fatos se sucederam naquele verão italiano. Carlo Giuliani, um anarquista de apenas 23 anos, foi assassinado com um tiro que lhe perfurou o olho, disparado por um policial da tropa especial italiana – Carabiniere.
A resposta da polícia não poderia ser mais brutal e desumana. Grupos de seis policias se aglomeravam para espancar quando um manifestante caia. Derrubavam manifestantes deficientes físicos de suas cadeiras de rodas e os espancavam com uma fúria de décadas de atraso, desde o fim do regime fascista de Mussolini.
Os vários manifestantes presos foram levados a um quartel e torturados desde a hora que chegaram, até a hora que foram liberados. Foram obrigados a cantar o Dulce, hino fascista de Mussolini.
No ultimo dia 14, foram julgados 25 manifestantes presentes naquela manifestação. 24 foram condenados, totalizando 108 anos de prisão, com acusações de danos ao patrimônio público e saques. Um deles pegou 5 por danificar o carro do policial que matou Carlo Giuliani.
Nenhum dos policiais que torturaram e espancaram os manifestantes foram presos. Nem mesmo o que matou um manifestante desarmado e pacífico.

Rodrigo Valle Barradas

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Mumia Abu-Jamal, uma história que deve ser contada

dezembro 12, 2007

No dia 09 de dezembro de 1981, Wesley Cook, conhecido por Mumia Abu-Jamal, até então jornalista e locutor de um programa de rádio na Filadélfia foi preso e condenado à morte pelo assassinato do policial Daniel Faulkner.
Além da aberração judicial que são as condenações à morte tão comuns nos Estados Unidos, o caso apresentou dezenas de falhas e comprovações de que Mumia não havia matado ninguém. Todas as provas e fatos foram ignorados pelo Juiz Albert Sabo, que o sentenciou a morte.
O caso de Múmia é especial pelo fato de que há uma espantosa possibilidade de que ele tenha sido preso e condenado, por suas convicções libertárias e sua luta pelo direito dos negros e menos favorecidos.
No começo da década de 70, Mumia foi integrante do grupo revolucionário Panteras Negras, quando ainda tinha 15 anos. Chegou a ser da comissão de informações. Posteriormente já como jornalista, ele foi considerado o porta-voz dos negros e dos pobres da Filadélfia. O seu programa era conhecido como “A voz dos que não tem voz”.
Por seu engajamento político e libertário e a grande popularidade do seu programa, Mumia sofreu várias ameaças da polícia racista daquela cidade.
Há documentos que comprovam que o Governo Federal Americano assim como o Governo da Filadélfia seguiam os passos de Mumia desde de seus 14 anos, quando ingressou nos Panteras Negras. Existem mais de 800 páginas investigativas sobre Jamal. Naquela época, já era um peso que o Estado Americano queria extinguir.
No dia em que foi preso, Mumia que também era taxista, dirigia o seu veículo quando viu o policial Faulkner espancando o seu irmão, William Cook. No meio tempo em que Mumia desceu do carro a fim de mandar que o policial cessasse as agressões, um turbilhão de confusões se bateu no local. De repente tanto Mumia quanto Faulkner estavam no chão, baleados e sangrando. Várias testemunhas dizem ter visto outra pessoa fugindo. Várias disseram ter sido esse homem o autor dos disparos.
Quando outros policiais chegaram ao local ainda bateram várias vezes a cabeça de Mumia contra um poste na tentativa de mata-lo e dizer depois que os ferimentos haviam ocorridos na suposta luta com Faulkner .
No hospital, um dos policiais insistia em ficar com o pé em cima do dreno, fazendo com que ele sentisse dores insuportáveis. Um dos médicos disse que havia uma grande chance dele desenvolver uma pneumonia por causa das perfurações no pulmão e que devido ao estado em que se encontrava poderia vir a óbito.
Na prisão, fizeram questão de deixa-lo na cela mais úmida a fim de faze-lo contrair a doença.
No julgamento, Mumia pediu ao Juiz Sabo o direito de ele mesmo se defender e interrogar o júri e as testemunhas. O direito lhe foi negado pelo simples fato de sua aparência (Dreadlocks) não ser a mais convencional e afirmarem que ela impunha medo.
No fim das contas quem escolheu o júri foi o Juiz Sabo, que como naquela cidade todos sabem, é membro vitalício da Ordem Fraternal da Polícia (Fop). Sabo escolheu o júri a dedo. Primeiro só colocou pessoas favoráveis a pena de morte. Usou também a faculdade de recusa para excluir da lista 11 afro americanos. No final, apenas um dos jurados era negro.
Além do Juiz Sabo, cinco dos sete magistrados da Suprema Corte da Pensilvânia, que rechaçaram a apelação de Mumia, receberam contribuições ou o endosso da Fop para sua candidatura.

Testemunhas coagidas – É fato que a promotoria responsável pelo julgamento do caso, entrevistou 100 testemunhas. Mas só levou ao tribunal as poucas que aceitaram sustentar a história de Mumia ser o assassino. Como Jamal não tinha dinheiro, não pode contratar investigadores a fim de achar as várias outras testemunhas que haviam visto o outro homem fugindo.
Mesmo assim, antes do julgamento, três testemunhas afirmaram ter visto outra pessoa na cena. Mas a promotoria as coagiu e as ameaçou a fim de que falassem só o que eles queriam. Eram elas: Veronica Jones, Robert Chobert y Cynthia White.
Em 1996, Veronica Jones assumiu durante uma declaração sob juramento, que mentiu no ano de 1982 em relação ao fato. Disse que foi coagida por dois policiais que afirmaram que se ela dissesse ter visto outra pessoa no local, teria seus filhos arrancados por eles. Depois dessa declaração bombástica, a corte a prendeu devido a uma velha ordem de prisão.
A equipe de defesa apresentou a declaração de Verônica Jones à Suprema Corte da Pensilvânia, junto com uma moção para uma audiência. Mas a corte enviou a documentação para Sabo. O resultado não surpreendeu ninguém: Sabo disse que as novas provas não eram válidas e rechaçou a petição de um novo julgamento.
Robert Chobert, um taxista branco, disse para a policia na mesma noite, que o assassino era um homem grande e gordo e que havia fugido. Sem dúvida, Chobert mudou sua versão dos fatos durante o julgamento. O júri nunca foi informado de que ele estava em liberdade condicional por um delito grave, e que por essa razão era vulnerável as chantagens da policia.

Confissão falsa e falta de provas – Segundo a promotoria do caso, Mumia havia declarado no dia do incidente, já no hospital que era o autor do disparo que matara Faulkner. Porém o agente de polícia Gary Wakshul, o responsável pelo relatório do caso naquele dia, havia escrito que o homem negro baleado não havia feito nenhuma declaração. Durante o julgamento Sabo não só fez questão de omitir esse fato, como também mentiu afirmando que Wakshul estava viajando e não poderia depor em favor de Mumia, quando na verdade estava em casa.
Em relação às provas, apesar do júri afirmar que as provas iam de encontro a Mumia, a polícia não havia examinado a sua arma, nem as suas mãos para saber se haviam vestígios de pólvora. Não havia prova de que a arma que disparou contra Faulkner era a de Mumia, assim como a bala retirada em cirurgia havia sumido misteriosamente.

Mumia está no corredor da morte a mais de 20 anos.

“Imaginemos o caso de um acusado: não lhe permitem defender-se; as testemunhas de defesa são afastadas. Lhe imputam o homicídio de um policial e o juiz é membro vitalício da Ordem Fraternal da Policia (FOP). Depois, sua apelação é rechaçada numa corte onde cinco dos sete juizes comprovadamente receberam contribuições e o endosso da FOP para suas respectivas candidaturas. Logo em seguida inventam uma ‘confissão’. Para mim, não se trata de ‘imaginação’ o porque das coisas acontecerem dessa forma”. (Mumia Abu-Jamal)

“Eles não querem só minha morte. Eles querem o meu silêncio”. (Mumia Abu-Jamal)

Para mais informações:

http://www.freemumia.com/who.html

No link abaixo, um texto escrito por Jamal sobre a rebelião pupular em Oaxaca – México.

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.geocities.com/projetoperiferia/mumia11.jpg&imgrefurl=http://www.geocities.com/projetoperiferia/pagina_de_maj.htm&h=368&w=227&sz=12&hl=pt-BR&start=10&tbnid=1QgCN2lfbdTStM:&tbnh=122&tbnw=75&prev=/images%3Fq%3Dmumia%2Babu-jamal%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR

Rodrigo Valle Barradas

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A grande mídia e a falácia do Jornalismo livre (Vídeo)

dezembro 5, 2007

 

Não é de hoje que a grande mídia, permeia os jornais impressos, radiofônicos ou televisivos com a mais pura falácia do Jornalismo livre, imparcial. Sem querer parecer radical demais, a verdade é essa. Eles têm os rabos presos a bancos, políticos e grandes corporações do capital. Isso é fato.

Então, sabendo-se dessa verdade, é sempre bom desconfiar de tudo que se passa nos grandes jornais. Procure os veículos de mídia independentes. Não que tudo o que se passa na grande mídia seja mentira. Mas quando uma verdade vem a prejudicar alguém ou algo a quem o jornal deve ‘favores’ ou tem interesses em comum, com certeza meu amigo, o fato será distorcido.

Generalizações; ridicularizações de certos movimentos sociais, grupos ou pessoas à parte, a mídia vem há tempos manipulando o cidadão comum, a fim de esconder-lhes verdades e empurrar-lhes mentiras goela abaixo.

Qual deveria ser o maior objetivo do jornalismo? Acho que todos concordam que seria falar a verdade, não é mesmo? Mas isso na maioria das vezes não acontece. E quando alguém o faz, acaba sofrendo retaliações por parte do veículo, como aconteceu com a jornalista Salete Lemos, à época âncora na TV Cultura. Salete desceu a lenha nos bancos envolvidos no esquema de sonegação de extratos e enriquecimento ilícito, o ‘Plano Bresser’ e foi demitida por isso.

Até quando você irá acreditar na fábula do jornalismo livre, imparcial e ético dos grandes veículos?

Rodrigo Valle Barradas 

Veja o vídeo abaixo:

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Esportes não populares vêm ganhando adeptos no Brasil

novembro 30, 2007

 

            Bola oval, tacos, jardas e bases. Quem pensou nos Estados Unidos se enganou. Os esportes não populares vêm ganhando cada vez mais adeptos no País e esses estão em busca de seus espaços.

Quando se fala em esportes no Brasil a imagem mais comum a ser formada está ligada ao futebol ou raramente ao vôlei. O futebol pela imensa popularidade do jogo no País, como também por causa da tradição vitoriosa da Seleção Brasileira. O vôlei porque ao longo do tempo tem angariado muito respeito, principalmente porque a seleção de Bernardinho foi eleita a melhor do mundo. 

Mas o que boa parte das pessoas no Brasil não sabe, é que cada vez mais, times de futebol americano de praia, rúgbi, beisebol e softbol são criados e tem nos seus jogadores verdadeiros apaixonados por esses esportes.

De acordo com o assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) Eric Akita, existem no Brasil, 24 competições em diversas categorias oficiais, tanto de softbol quanto de beisebol. Akita diz que o Brasil vêm melhorando no ranking mundial. “Infelizmente, o espaço na mídia é quase inexistente. Mas, devido aos recentes resultados expressivos conquistados pelo beisebol brasileiro em competições no exterior, principalmente nas categorias de base, nós já somos respeitados internacionalmente”, informou.

O Brasil é hoje a terceira potência do beisebol na América do Sul, ficando atrás apenas da Venezuela e da Colômbia. Em 2005 foi campeão Sul Americano e em 2003 foi sétimo no Mundial (melhor colocação na história do beisebol brasileiro). Já o softbol tem resultados menos expressivos em relação ao beisebol, mas também é considerada a terceira potência na América do Sul. Nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, ambas as Seleções Brasileiras terminaram na sétima colocação.

Eric Akita diz que mesmo com esses resultados expressivos, o esporte ainda é considerado amador, e lista as principais dificuldades de praticá-lo no Brasil. “Destacamos duas barreiras para a prática desses esportes no Brasil. A primeira está relacionada com as dimensões do campo, semelhantes à de um campo de futebol oficial. A segunda dificuldade é a de obter os materiais esportivos, estes todos importados já que não existem empresas que fabriquem no Brasil”, comentou.

Em relação às diferenças do beisebol e do softbol, elas estão basicamente nas dimensões do campo, da bola, no tempo e na forma como a arremessam. No softbol o campo é menor e a bola é maior. A duração da partida do softbol é menor e a forma de arremessar é diferente – arremessa-se obrigatoriamente com um movimento em que a bola é lançada abaixo da altura do cotovelo do seu autor.

No Recife a prática do beisebol começa a tomar forma, como explica Eduardo Menezes, jogador do único time declarado da cidade. “A idéia já existia há muito tempo. Conseguimos nos unir a partir do Orkut, mas alguns dos membros já se falavam antes, através do fórum Strikeout.com que é um fórum exclusivo de beisebol. O nosso time é recente e o primeiro treino só aconteceu em outubro deste ano. Mas já contamos com 12 jogadores efetivos e em torno de mais 15 que vão com menos freqüência. Estamos procurando times dispostos a jogar um amistoso”, explicou.

O time treina em um campo alugado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Um dos componentes do grupo estuda lá e conseguiu alugar o campo por um preço bom. O pessoal da Federal foi muito receptivo e é hoje a casa do beisebol de Recife”, disse Menezes.

Ainda na UFPE, acontecem treinos de outro esporte não tão popular assim – o rúgbi. O time recifense é o Recife Rugby Club, que segundo o jogador do time, o Argentino Marchelo Blanco (o rúgbi é muito popular na Argentina) a equipe está em terceira no ranking nordestino, atrás de Natal e Salvador. Não há um ranking nacional.

Em relação às dificuldades Blanco é categórico. “O espaço é uma das dificuldades. A receptividade do publico é boa, agora é só acrescentar esse publico ao esporte. O rúgbi é uma filosofia de vida, então tem estigmas e paradigmas, mas toda pessoa que entra não sai, a não ser que a escala de prioridades pessoal do atleta já esteja formada e não mude com nada. Mesmo assim ele nunca esquecerá do esporte”, declarou. 

Sim, existem mulheres praticando rúgbi. Quem vê um esporte de força como esse pode imaginar o porquê de uma mulher praticar o esporte. Para as mulheres do rúgbi recifense, o jogo está acima de qualquer interpretação errônea.

É o caso da estudante de mestrado em Matemática da UFPE, Giovana Siracusa, que joga no time feminino do Recife Rugby Club há um 1 ano e 3 meses. “Por ser um esporte de contato e as mulheres serem mais delicadas do que os homens, as pessoas não associam o esporte à mulher, mas no nosso clube já conseguimos respeito e até ajuda dos jogadores e treinador. Às vezes os atletas do time masculino nos treinos esquecem um pouco das limitações que temos e exigem mais da gente do que podemos. Mas nós levamos isso numa boa e tentamos sempre melhorar com as criticas. Agora preconceito mesmo eu não sinto” disse.

 

Touchdown nas areias – Já nas praias brasileiras, quem não entende o mínimo desses jogos pode até confundir o rúgbi com o futebol americano. Na verdade são dois esportes totalmente distintos em relação às regras, à bola e ao campo.

Com a dificuldade de se conseguir os materiais mínimos para a prática do futebol americano no campo, os brasileiros adaptaram o esporte para as areias das praias.

Os times foram formados primeiro nas praias do Rio de Janeiro, onde hoje existe um campeonato organizado, o Carioca Bowl, que faz alusão ao principal campeonato da liga Norte Americana o Super Bowl.

Talvez por isso tenham sido os primeiros a trazer um parâmetro mais sério ao esporte, formando times padronizados e trazendo certas proteções aos praticantes como o protetor bucal, como explica Marcello Miranda, jogador do time carioca, Botafogo Reptiles. “Bem o futebol americano mesmo, já existe nas praias cariocas, anos antes de eu começar a jogar. Rolava uma leve brincadeira entre amigos, tipo uma famosa pelada de final de semana, mas não era uma coisa de nível de disputas de torneios e jogos oficiais, como é hoje praticado. O primeiro torneio oficial mesmo no rio de janeiro, foi iniciado ano de 2000”, informou.

No Recife, dois times despontam hoje como os principais da cidade. São o Recife Mariners e o Recife Pirates, que são dissidentes de outros times que acabaram não dando certo, como o Recife Firebirds, o North Lions e os Carcarás Zona Norte. Na época que esses times existiram, a cidade começou a apresentar características de que seria formado um campeonato, mas sempre as obrigações dos integrantes como trabalho e estudos, os impediam de continuar.

Para o jogador do Recife Pirates, Guilherme Ely, uma das grandes dificuldades de se praticar o esporte em Recife está ligada ao espaço. “O campo tem de ser grande, coisa que na nossa orla é impossível. Não podemos jogar muito bem, devido às dezenas estacas de vôlei presentes na faixa de areia da praia de Boa Viagem”, informou.

Para Rafael Brasileiro, jogador do Recife Mariners há a idéia de se formar uma liga nordestina. “Existe no papel a Associação Nordestina de Futebol Americano (ANEFA). Se ela sair, muita coisa vai mudar. A esperança é que já aconteça um circuito no nordeste ano que vem, o que seria muito bom. Em Abril de 2008 vai acontecer a segunda reunião da ANEFA em Fortaleza, a primeira foi em Julho de 2007 em Natal, para tentarmos tirar essas idéias do papel e colocarmos na prática”, disse.

Segundo Guilherme Ely, muitas pessoas acabam tendo uma visão errada sobre o esporte, estigmatizando-o como violento. Acho que todos pensam que o futebol americano é só porrada. Uma visão completamente errada sobre o esporte. Pois é um esporte que depende muito da estratégia e de trabalho em equipe. Não vou dizer que o jogo não tenha contato, mas como jogamos na praia, sem proteção (exceto para os dentes) algumas coisas são evitadas como a mão fechada e as cabeçadas”, informou Ely.

Rafael Brasileiro acredita que o esporte tem tudo para tornar-se popular a ponto de se profissionalizar. “Por que não? Não existe futebol de areia? Vôlei de praia? O futebol americano de praia é muito bom pela visibilidade. Aqui como no RJ as pessoas não vão à praia apenas para tomar um banho de mar – às vezes vão caminhar, conversar e terminam vendo o esporte – a visibilidade é muito maior que no campo. O que seria importante é o apoio do ministério dos esportes. Se você observar existem mais de 100 times de futebol americano ativos no País. É um fenômeno que cresce a cada dia só, falta alguém que queria comprar a idéia e ajudar, coisa que de certo modo a ESPN e Bandsports, canais que transmitem a NFL já fazem”, comentou.

 

Vencedores – A grande semelhança entre o Botafogo Reptiles (RJ) e o Recife Mariners (PE), talvez seja o grande desempenho que os dois times vêm mostrando nos jogos. O Botafogo Reptiles, é o time que mais vezes foi campeão do Carioca Bowl, 4 vezes, ficando duas vezes com o vice-campeonato  e tendo conquistado 1 troféu da Taça Rio. Já o Mariners, apesar de não haver ainda um campeonato nordestino, vêm demonstrando uma competência incrível, vencendo seis dos seus últimos jogos com times do Nordeste.

Para Rafael Brasileiro do Mariners, os principais motivos para o bom desempenho do time se devem ao conhecimento a fundo do esporte, treinamento, organização e total dedicação dos jogadores. “Nós temos jogadores que já jogaram em colégios nos Estados Unidos, isso já é uma bagagem enorme sem falar no Emerson que é nosso técnico e Fullback que já jogou futebol universitário que é o celeiro de jogadores da National Football League (NFL) que é a principal liga Norte Americana. Ou seja, nós temos conhecimento da base do futebol americano, isso ajuda muito em questão de jogadas, de treinamentos específicos e no estudo do jogo”, explicou.

Já Marcello Miranda do Botafogo Reptiles, diz não saber ao certo o motivo da eficiência do time. “Não sei bem como explicar o sucesso do time. Posso dizer sim, que é uma equipe que procura sempre o melhor. Procuramos treinar com freqüência, nos organizar em delegações de tarefas no time. Nós levamos realmente o esporte a sério, chegando a ter até concentração antes dos jogos para se ter uma noção”, explicou.

Rodrigo Valle Barradas

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Reciclagem (Edifício Ecológico)

novembro 20, 2007

 

Tive uma breve conversa com Tauã Pinheiro, integrante do projeto Edifício Ecológico e estudante de Ciências Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O Edifício Ecológico é um projeto sustentado pela ONG Ambiental 21, que tem como objetivo o incentivo à implantação da coleta seletiva nos prédios da região metropolitana. Trata-se de um movimento educacional que visa construir outro conceito de lixo, o tornando útil à sociedade como não se encontra hoje, aumentando a qualidade de vida do catador, que estará ativo nessa reconstrução do modelo ideal de reciclagem de lixo.

A conversa está em Pod Cast 

Rodrigo Valle Barradas

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Jota Ferreira, o repórter

novembro 6, 2007

 Jota Ferreira

Com 36 anos de rádio, desses, 30 dedicados também à TV, Jota Ferreira firmou-se como um dos grandes nomes da mídia pernambucana. Na base de muito esforço, Jota como é chamado, mudou o rumo de sua vida baseando-a na sua paixão pela comunicação.

Recifense do bairro do Alto do Mandú, fez o que muitos nordestinos fizeram décadas atrás, viajando para o Estado de São Paulo em busca de melhores condições de vida. Em São Caetano do Sul, enquanto trabalhava como barman em um estabelecimento que ficava em baixo da Rádio Cacique, se esforçava para tentar espaço nesse veículo. “Eu juntava as gorjetas que ganhava para comprar uma carteira de cigarros. Subia para a rádio e fazia uma troca com o locutor. Dava-lhe a carteira e ele me deixava falar a hora”.

Seu ingresso definitivo como comunicador se deu na própria Rádio Cacique, que tempos depois havia aberto uma seleção para novos locutores. Jota Ferreira fez o teste e passou. “Naquela época não era preciso ter um curso superior. Bastava ter a voz grave, e saber fazer a coisa”, disse Jota.

Depois da Rádio Cacique, Jota trabalhou na Rádio bandeirantes na cidade de São Paulo. No Rio de Janeiro foi locutor no Sistema Globo de Rádio – depois trabalhou na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Na Televisão Jota estreou em Pernambuco em 1974 na TV Jornal, com o programa Blitz Ação Policial.

A transição do rádio para a TV ocorreu com muita dificuldade. Muitos profissionais da televisão viam a entrada de Jota de forma desconfiada e preconceituosa. Jota Ferreira decidiu seguir em frente. “O cavalo celado passa, então aproveite porque o próximo não estará celado”, comentou. Para treinar, pedia para a mãe segurar um espelho enquanto ele fingia estar na frente das câmeras. Jota Ferreira foi o primeiro apresentador em Pernambuco a fazer um programa a cores.

Apesar de ter trabalhado em várias áreas dentro do rádio e da TV como comentarista esportivo e noticiarista, foi como repórter de polícia que Jota Ferreira firmou seu nome. “Foi algo natural, pois até então não havia pensado nessa possibilidade. Quando menos percebi, eu já estava envolvido com aquilo”.

Sempre ligado às comunidades periféricas e dando voz às pessoas que não a tem, Jota tornou-se uma espécie de porta voz do povo. Seja denunciando a violência seja denunciando o descaso do Governo em relação à periferia, como faz agora em seu novo programa na Rede Estação, O Repórter. “O grande responsável por toda essa violência e caos é o Governo, que não tem políticas básicas de saúde, educação, moradia e segurança. Quando há falta disso tudo, o ‘povão’ que não tem para onde ir, tem que se delinqüir”.

Por tratar de assuntos polêmicos, Jota Ferreira recebeu inúmeros processos e ameaças de morte ao longo da carreira. Chegou a ter seu carro perfurado a balas em plena avenida Caxangá. “Eu estava dirigindo quando uma moto com dois homens emparelhou com o meu carro – eles tiraram as armas e gritaram: ‘Vai morrer Jota Ferreira’. Eu me abaixei e por incrível que pareça não fui atingido”, lembrou.

Em outro caso, desconfiado ao ver duas caminhonetes da Polícia Militar lotadas de presos – decide segui-las até um município na Paraíba. Lá, presenciou a execução sumária dos detentos. Conseguiu gravar, o que depois virou prova para a condenação dos policiais.

Um momento que marcou muito a vida de Jota ocorreu ainda em São Paulo, quando foi cobrir o famoso e trágico incêndio do edifício Joelma. “Eu fiquei pendurado por um cabo de aço, narrando a tragédia. Vi muita gente morrer queimada e outras pulando do prédio. Fui porque quis – hoje eu não iria”.

Além do homem comunicador, Jota Ferreira já foi vereador do município do Recife no ano de 1982. Na época o vereador mais votado do seu partido (PDS). Foi a através do incentivo do seu amigo, Paulo Marques que Jota decidiu entrar na vida política. Hoje, além de apresentador na Rede Estação, Jota Ferreira é suplente de deputado.

Quanto ao futuro da comunicação, Jota é otimista. “Hoje está bem  mais fácil. As pessoas estão se especializando e isso bom. Na minha época não havia faculdade na área ao contrário de hoje. Temos uma safra boa vindo por aí”, porém acrescentou: “Mas deve-se ficar atento. Aquele que quer ser um bom jornalista deve ler muito. Não se escreve bem se não há o hábito de ler”.

 

Rodrigo Valle Barradas

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Skate foi atração nesse feriadão

novembro 5, 2007

Porva 

Ocorreu ontem no Geraldão a semifinal da segunda etapa do Circuito Brasileiro de Skate Profissional, o Myllys Skate Pro.  O evento que contou com mais ou menos 60 competidores foi destinado a modalidade street, onde os skatistas fazem manobras em obstáculos que lembram os encontrados em espaços urbanos como bancos e corrimãos.

 

A competição teve início no sábado às 14:00h, com a eliminatória onde os competidores disputaram 20 vagas para a semifinal ocorrida ontem. Os 20 classificados, se juntaram aos 10 classificados da primeira etapa do circuito, realizada na cidade de Sobral no Ceará.

 

O mato-grossense Ricardo Oliveira Porva, venceu a etapa pernambucana com a nota mais alta do evento – 85,67 pontos, faturando assim R$ 3.700 dos R$ 25 mil em prêmios destinados aos 14 primeiros colocados. Porva arriscou bastante nas manobras procurando explorar pontos que os outros não conseguiram. “Eu arrisquei bastante, principalmente tentando forçar as manobras em pontos difíceis da pista”, disse Porva.

 

A segunda colocação ficou com o curitibano Rodil Araújo Jr, o Ferrugem que faturou R$3.000. O terceiro e quarto lugar, ficou por conta de Diego Oliveira de São Paulo, levando R$ 2.700 e o também paulista Lucas Chaparral com R$ 2.350, respectivamente. 

 

Para a realização do evento foi montada no Geraldão uma pista de skate inédita. Projetada pelo diretor da Confederação Brasileira de Skate (CBSK), contou com dois pisos e 14 rampas. No piso, os competidores podiam alternar as manobras entre uma mesa de picnic, as rampas centrais, rampa com degraus no topo, dois lances de escadas com corrimão e uma rampa com caixote comprido. O valor total investido na pista foi de R$ 52 mil.

 

Nunca em um campeonato de skate sediado no Recife, havia sido destinada uma pista exclusiva para street, como foi no Myllys Skate Pro. Ao fim da competição, o evento recebeu elogio por parte da crítica especializada, como no caso da revista Skating Boarding All, em que o repórter Alessandro Amaral finalizou parabenizando o evento. A Myllys está de parabéns, tanto quanto o público e atletas que ajudaram a fazer desta festa um grande sucesso. Ano que vem tem mais e tudo indica que será melhor ainda”.

Rodrigo Valle Barradas.

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