Posts de Abril, 2007

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Columbine versus Virginia Tech – Novos tiros; novas lembranças

Abril 27, 2007

O massacre na Universidade norte-americana Virginia Tech, que vitimou 33 pessoas na última semana, trouxe de volta à mente da população dos Estados Unidos, lembranças que todos gostariam de esquecer.

Tais recordações referem-se à tragédia de Columbine, em 1999, quando 12 alunos e um professor foram mortos por outros dois estudantes, que se suicidaram após cometerem o crime. Alguns estudiosos apontam a cultura da violência, promovida por jogos e pelo cinema, como possível causa de crimes como o ocorrido na semana que passou.

Outros responsabilizam o fácil acesso às armas e a falta de controle na aquisição destas, uma vez que, nos Estados Unidos, trata-se de um importante direto civil.

Passados 8 anos da matança em Columbine, poucos Estados norte-americanos tomaram providências em relação à posse de armamentos. Na verdade, apenas restringiram o número de armas que se poderia comprar.

Cho Seung-Hui, 23 anos, identificado como assassino da Virgínia Tech, era considerado solitário e sossegado por todos que o cercavam. Ninguém, principalmente a família, poderia supor que ele fosse capaz de tal atitude, até o momento em que assistiram ao vídeo deixado por ele. O avô de Cho Seung-Hui chegou a declarar que o neto “mereceu morrer”.

Vocês me obrigaram a fazer isto”, disse o assassino em um dos vídeos que poderiam ser apontados como “justificativa” para o que aconteceu. O ódio nas palavras proferidas pelo estudante sul-coreano não deixa dúvidas a respeito da perturbação mental daquele jovem.

A expressão “América para os americanos” nunca fez tanto sentido como agora, principalmente se consideramos os Estados Unidos como uma sociedade capitalista em que o poder e o status social parecem estar acima de quaisquer outros valores.

Essa relação desigual de poder, principalmente no âmbito escolar, no caso específico da Universidade americana, chama-se Bullying – um termo sem tradução para o português, que caracteriza um conjunto de atitudes repetitivas, agressivas e intencionais que causam dor, angústia e sofrimento às vítimas.

Sabe-se que os Estados Unidos são considerados uma nação competitiva. Muito provavelmente, os preconceitos racial e sócio-cultural sofridos por Cho Seung-Hui, aliados à necessidade de ele ter que se mostrar um jovem igual aos outros – possam ser apontados como motivos que levaram o estudante a praticar o crime que chocou o mundo. Tarde demais. ▪

         PEDRO BRAZ NETO

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Gastos extras já chegam à R$ 11,2 milhões em dois meses

Abril 27, 2007

Com o dinheiro da Câmara, os atuais deputados compraram combustível suficiente para dar 255 voltas em torno da Terra, isso só nos dois primeiros meses da atual legislatura. Para comprovar o que foi gasto, os parlamentares mostraram notas fiscais no valor de R$ 2,5 milhões o suficiente para comprar 1 milhão de litros de gasolina e foram ressarcidos pela casa. Essa é uma pequena fatia dos R$ 11,2 milhões que o legislativo reembolsou, a título de indenizatória, os deputados entre os meses de fevereiro e março.

Criada pelo hoje governador de Minas Gerais Aécio Neves (PMDB-MG) em 2001, quando ainda era Presidente da Câmara, justamente para compensar as insatisfações salariais, a verba ainda hoje é de difícil fiscalização. Com isso os dados obtidos são do site Transparência da Câmara, mas não há totalizações oficiais por mês ou ano. Para chegar a esses números o Estado pesquisou informações dos 512 deputados em exercício e dos 22 que estão licenciados.

O resultado mostra que o campeão das despesas é o deputado Deley (PSC-RJ), que alegou, apresentando as notas fiscais, obrigatória para ter o reembolso, ter gasto R$ 43.585,41 nos seus dois primeiros meses de mandato. Ele afirma que errou na prestação de contas. Na seqüência da lista dos deputados que mais gastaram, estão os deputados Miguel Martins (PHS-MG), com R$ 43.535,52 e Fernando de Fabinho (DEM-BA), com 43.040,95. Pelas regras cada parlamentar pode gastar até R$ 180 mil por ano, mas o reembolso máximo é de R$ 15 mil por mês.

 

PIETRO IUMATTI

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Para onde vou?!

Abril 27, 2007

Fico me perguntando: o que vai sobrar de Olinda? Mesmo com todos os alarmes com relação a mudanças climáticas, ocasionadas pelo iminente aquecimento global, Olinda não consegue se preparar nem para alguns dias de chuva. Dias esses que acontecem todos os anos, e todos nós sabemos quando começa e chega ao fim (seria inverno o nome disso?). bastaram três dias de chuva para se instalar o pânico na cidade e nos mostrar como somos incompetentes. Em um desses dias de chuva que eu conseguir ir para a faculdade, um amigo me perguntou: como ficaria a situação dos moradores de prédios a beira-mar com o aumento do nível do mar? Imediatamente percebi a incoerência. Meu deus, como a industria imobiliária vive seu mundinho particular. Mesmo sabendo que a primeira conseqüência do efeito estufa é o derretimento das calotas polares e com isso a invasão dos mares nos litorais, fato esse que já ocorre em piedade, imagine em Olinda que é abaixo do nível do mar. Mesmo assim elas brigam por casa metro quadrado e atualmente constroem 12 prédios no litoral olindense. Da janela do meu quarto assistir a ventania da ultima sexta levar algumas telhas da casa em frente, o que provavelmente também aconteceu com meu prédio. Pois, algumas horas depois, havia uma enorme goteira em cima da minha cama. No caminho do quarto para a sala em que tentava salvar meu colchão voltei a me perguntar, o que vai sobrar de Olinda? E percebi que, se depender de nós, NADA. BRUNO DINIZ    

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Editorial

Abril 27, 2007

Nós do Jornal “De fato”, somos cinco cabeças pensantes, de ideologias e personalidades diferentes. Logo, não podemos tomar um único caminho, como sendo uma verdade absoluta e querer que você leitor agregue isso como uma filosofia de vida. O que fazer então? A resposta que nos veio à cabeça foi: tratar a notícia com a maior veracidade possível. Se não podemos tomar partido por alguma frente ideológica – tomaremos partido pela verdade, e de fato, essa deveria ser a idéia primordial que viria a reger um jornal. Infelizmente não é o que acontece. Bem, esse problema não nos diz respeito – e por que? Simplesmente porque o nosso veículo tanto como web jornal (Blog), quanto zine impresso, é independente e sem fins lucrativos.

O que tentaremos trazer, serão matérias/reportagens não opinativas, porém, em alguns casos, o último parágrafo tentará trazer uma saída para você leitor. Já no caso das crônicas, obviamente que serão opinativas, deixando claro que o veículo em si não se responsabilizará pelo conteúdo da crônica, mas sim o cronista em questão.

Esperamos ter esclarecido como o “De fato” pretende trabalhar, e com isso ganhar a sua simpatia, nunca esquecendo o nosso compromisso com a verdade e com a justiça.

 

Equipe “De fato”.

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Vereador carioca polemiza com projeto de lei eugênica

Abril 27, 2007

 

O vereador carioca do partido democratas, ex PFL, Wilson Leite Passos, levantou uma forte polêmica, ao propor lei que beneficie família “saudável”. O projeto encontra-se em trâmite na câmera municipal do Rio de Janeiro, e prevê redução de impostos para pais “saudáveis” e privilégios educacionais para filhos “sadios”.

Para o vereador, a proposta seria a de garantir novas gerações saudáveis. O casal teria de ser aprovado no exame pré-nupcial, e o filho no teste pré-natal – se constatado “saúde”, os filhos teriam direito a uma educação gratuita de qualidade em todos o níveis de ensino. Os pais seriam beneficiados com a redução de alguns impostos. Caso fosse detectada alguma deficiência física ou mental na criança, e os pais decidissem tê-la, deveriam arcar com as conseqüências.

A polêmica foi gerada pela semelhança com a lei eugênica da Alemanha nazista na segunda guerra mundial.  A eugenia pregava a existência de uma raça pura, perfeita e “saudável”.  Na Alemanha nazista, além do extermínio de 6 milhões de Judeus em câmaras de gás, também foram exterminados vários alemães portadores de doenças mentais ou deficiências físicas – tudo isso, legitimado pela lei da eugenia.

Passos afirma ter fundado em 1956, o serviço municipal de eugenia, onde fazia o exame pré-nupcial. Mas diz que está sendo mal interpretado. Segundo passos, o principal objetivo do programa é garantir uma sociedade saudável, e afirma já ter desenvolvido projetos que beneficiavam portadores de deficiências físicas com o ingresso desses, por exemplo, em empresas.

Já para a cientista da USP Mayana Zatz, a proposta deveria ser outra. Segundo Mayana, deveria-se criar projetos que dessem privilégios para famílias com deficientes físicos ou mentais, pois esses seriam os mais necessitados.

Bem interpretado ou não, nunca se deve esquecer que foi baseado na lei eugênica que a Alemanha nazista provocou o genocídio de 06 milhões de Judeus, e milhares de portadores de deficiências físicas e mentais – desenvolvendo a partir daí uma guerra que matou 50 milhões de pessoas, deixando uma lacuna de vergonha e estupidez fincada na história, e como herança o neo-nazismo – uma geração órfã da loucura megalomaníaca de Hitler e sua busca narcisista pela perfeição física de uma suposta raça pura ariana. 

RODRIGO VALLE BARRADAS