Posts de Maio, 2007

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Luther Blissett – múltipla identidade e ridicularização da mídia

Maio 31, 2007

Luther Blissett (Rosto inventado)

Bolonha, Itália, 1994. Como num filme, ou uma ficção literária, um grupo de ativistas anarquistas, decidem colocar a grande mídia local de pernas para o ar. Em jogo, o sensacionalismo desenfreado da TV. Se auto-intitulam Luther Blissett – pseudômino coletivo do grupo e a partir daí, promovem o que chamam mais tarde de “guerrilha psíquica”.

 

Num certo momento do ano de 1994, em Bolonha, chegam as redações dos jornais e TV´s várias denuncias de uma população horrorizada. As cartas falavam de vários animais mortos que foram encontrados em praças e centros religiosos. De repente a TV não falava de outra coisa. O que estaria acontecendo? Vários sociólogos e filósofos divagavam sobre os acontecimentos, a fim de chegar à uma resposta – colocaram o nome dos fatos de “horrorismo”.

 

E a resposta veio. Mas, de uma forma que a mídia local não ficou tão feliz. Uma carta chega às redações desmentindo tudo. Esses animais mortos nunca existiram – o que existiu na verdade foi o horrorismo sensacionalista da mídia local. E quem assinava a carta era um tal de Luther Blissett. Desesperados, os jornais se perguntavam: “Mas quem é esse Luther Blissett?”.

 

As ações do grupo não pararam por aí. Em 1995, chega a redação da TV local, uma carta assinada por vários amigos de um famoso ilusionista Inglês chamado Harry Kipper. Na carta, os amigos desesperados falavam que Kipper havia desaparecido depois de um passeio de bicicleta pelo norte da Itália.

 

Na tentativa de furo de reportagem, a mídia local adiantou-se de tal forma, que dias depois já estavam no norte do país e na Inglaterra fazendo uma reportagem especial sobre o “mágico”. Pouco antes de ir ao ar, a TV italiana foi informada pela polícia Inglesa que Harry Kipper nunca existiu. Não havia registro em nenhum lugar naquele país da existência desse “ilusionista”. É quando chega uma carta para a TV em que Luther Blissett confirmava a farsa.

Em outro momento da década de 90, chega às redações a informação de que uma seita satanista estava instalada na cidade, e além da informação, havia uma fita de vídeo. Mais uma vez, na tentativa de sair na frente à TV, decide jogar as imagens ao vivo no ar – mas por sorte, pouco antes eles decidem ver o que tinha na fita. Nas imagens, várias pessoas de capuz se reúnem em volta de uma fogueira. De repente um dos possíveis membros da seita começa a dançar a Tarantela, tira o capuz e levanta uma placa escrita Luther Blissett. Por pouco o sensacionalismo da TV não deixou o programa em maus lençóis. 

 

Descobriu-se depois, que o grupo colocou o nome de Luther Blissett, baseado em um jogador de futebol negro de um pequeno time Inglês. O porquê do nome nunca foi esclarecido. Muitos acham na verdade que Luther Blissett era o escritor Umberto Eco. Isso porque um dos livros escritos pelos ativistas, a ficção, “Q o caçador de hereges”, lembra muito a escrita de Eco. Ao todo o grupo escreveu três livros, o “Totó Peppino e a guerrilha psíquica”, “Q o caçador de hereges” e o “Guerrilha psíquica”.

 

Em 1999, o grupo decide por fim ao projeto. Os veteranos perpetram um suicídio coletivo denominado “Seppuku” (suicídio ritual japonês). O fim do projeto não acaba com a identidade de Blissett, pois mesmo depois de acabar, varias pessoas pelo mundo, ainda continuam usando o pseudônimo.

Na verdade, para o grupo o fim também não chegou. Mudou-se o nome, e hoje se chamam Wu Ming, algo com anônimo em mandarim. E ainda continuam escrevendo e agindo.

 

Voltando para a realidade brasileira, em que a Globo elege e derruba quem quer, em que veículos como a Veja, manipulam a mente das pessoas como se essas fossem marionetes. Pergunto-me se já não é hora de no Brasil surgir um grupo com a finalidade de escancarar as mentiras midiáticas do dia a dia. Talvez seja a hora de mostrarmos ao Bonners da TV brasileira, que nem todo mundo é um Hommer Simpson*. E antes de tudo nós podemos mudar essa realidade de alienação coletiva. Ainda assim, é fato que uma massa de Hommer Simpsons tem muito mais valor, do que uma minoria de Burns que controlam as grandes redes de TV brasileiras – trazendo no currículo uma série de mentiras, apoios políticos e corrupção. Salvo a Cultura, a TV pública no Brasil, nunca existiu, e infelizmente se algo não for feito, continuará sem existir.

*Foi a público, como o apresentador do Jornal Nacional, Willian Bonner decide quais matérias irão ao ar. A decisão é feita através do nível de complexidade do assunto tratado. Se for um assunto mais complexo, Bonner rejeita dizendo que o Hommer Simpson não entenderá. Hommer Simpson na visão do apresentador é o povo brasileiro, que segundo ele não tem a capacidade intelectual de entender matérias mais elaboradas. 

Rodrigo Valle Barradas.

LINKS: Luther Blissett: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luther_blissett

Wu Ming: http://www.wumingfoundation.com/

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Venezuela sem oposição na mídia

Maio 31, 2007

A democracia e a liberdade de expressão estão sendo tiradas à força da população da Venezuela. Pois, a maior e mais antiga rede de TV do país, a Rádio Caracas de Televisão (RCTV), que funcionava há 53 anos, saiu do ar à meia-noite, hora local, do domingo passado (27). O Presidente Hugo Chávez fez o que desde dezembro do ano passado havia dito – não renovou a concessão da TV que era prevista para terminar em 27 de maio.

A concessão da RCTV foi dada em 1953 ao sogro de Marcel Granier, diretor-geral da TV e renovada pela última vez em 1987, com uma duração de 20 anos. Depois de vinte minutos entrou no ar a Televisão Venezuelana Social (TVES) criada pelo governo. Montada nas últimas semanas pelo ministro de Comunicação que será de “serviço público” e seu conteúdo ficará a cargo de produtores independentes.

Único opositor do governo na televisão aberta, o canal tinha alcance nacional em VHF e registrava as maiores audiências por seus programas humorísticos, telenovelas e variedades (como a Rede Globo). Granier disse que caso se confirmasse à decisão do governo o país entraria numa época de totalitarismo. “Passaremos de um regime centralizador e autoritário a um regime totalitário”, enfatizou.

Já o Presidente disse que considerava o fim da transmissão como um fim de uma ditadura na mídia. “A Venezuela alcançará a liberdade de expressão porque o país se libertará da ditadura do meio televisivo”, afirmou Chávez, que ainda provocou os líderes mundiais que foram contra a iniciativa. “Os grandes meios de comunicação mundiais, essa ditadura midiática, fizeram com que uma simples questão de soberania se transformasse numa batalha internacional”, disse o presidente.

No final da tarde e por volta das nove horas da noite, opositores ao governo, partidários e centenas de manifestantes entraram em conflito com a polícia. Até agora não há um número exato de pessoas que foram feridas, embora vários confrontos tenham ocorrido.

Hugo Chávez ainda tem o apoio da maioria da população – cerca de 60% do público – graças aos grandes gastos com o social. Mas, com base na apuração de um grande instituto de pesquisa venezuelano, 70% da população não queria a extinção da TV – mais preocupados com o fim das novelas do que com a liberdade de expressão.

Por mais que redes de televisão como a Rede Globo e a RCTV sejam contra um governo, assumam um estandarte, escolham uma editoria que tem preconceito com regiões ou façam aqueles programas de baixa qualidade, mesmo assim, prefiro ter algum meio de comunicação que me possa da voz para colocar minha opinião (pois nem tudo que passa na TV é de se jogar fora) do que ficar sem nenhuma “arma” contra um governante (s) que se acha (m) um pseudo-Deus.

PIETRO IUMATTI.

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Atenções voltadas para Blog sobre segurança pública

Maio 28, 2007

 

Lançamento oficial de blog sobre segurança pública traz como convidado ex-secretário de segurança da cidade de Bogotá – Colômbia, Hugo Acero. 

Na noite da última terça-feira, 22, foi lançado oficialmente no Auditório da Faculdade Mauricio de Nassau, Graças, o Blog Pebodycount, ferramenta da internet que será utilizada para contabilizar o número de homicídios ocorridos por dia, no estado de Pernambuco.  O lançamento contou com a presença de Hugo Acero, ex-secretário de Segurança da cidade de Bogotá – Colômbia, e maior responsável pela diminuição de homicídios entre os anos de 1995 e 2003, quando atuou efetivamente no cargo.

 

Cada país possui parâmetros de conduta diferentes, ainda assim existem idéias adotadas em Bogotá, que cabem perfeitamente no que diz respeito ao nosso estado. “O que fez a diferença em Bogotá, foi o investimento no cidadão. É importante destacar também que na gestão de Peñalos o foco foi na recuperação dos espaços públicos. Identificamos os locais mais violentos da cidade e os recuperamos com a instalação de parques, praças, quadras. Colocamos a presença do Estado lá, na forma de benfeitorias da prefeitura, isso foi determinante para a queda da violência nesses pontos”, destaca Hugo Acero em entrevista para o Pebodycount.

 

Seguindo a linha de raciocínio do artigo 144° da Constituição Federal/ 88, “Segurança pública é dever do estado e responsabilidade de todos” os jornalistas Carlos Eduardo Santos, Eduardo Machado, João Valadares e Rodrigo Carvalho, responsáveis pela iniciativa de criar o blog, se empenham na coleta de informações, trazendo para população em geral a realidade sobre esse percentual absurdo de assassinatos. Segundo Carlos Eduardo, um dos idealizadores do Pebodycount, o número de mortes ocorridos no estado equipara-se ao de uma guerra civil.

A situação de violência é tão alarmante, que não foi surpresa encontrar muitos dos “doutores da lei” responsáveis pela ordem jurídica do estado e até do país, presentes na palestra dada por Hugo Acero, confirmando cada vez mais a importância do assunto. Segundo o editorial do blog, a intenção dos jornalistas não é só a de contar cadáveres, mas também contar histórias e ajudar a mudar realidades, promovendo debates sobre o assunto. “Transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas”, expõe o editorial.

Cruzando dados de fontes oficiais como da Secretaria de Defesa Social, com informações das delegacias, IML e através de denuncias, os jornalistas filtram as informações colhidas sobre o número de mortes, e as levam para a internet, atualizando os dados todos os dias ao meio dia. “Nosso objetivo é tornar esse contador de corpos um mecanismo permanente de cobrança, a partir do momento que você expõe isso diariamente na internet, e passa contabilizar esses mortos, você está gerando uma cobrança pros gestores públicos” afirma João Valadares.

Juntando esse calhamaço de informações, pode-se dizer que o intuito dos jornalistas é algo louvável perante a clara a vivência da população em um estado onde ainda impera o coronelismo, palavra a muito expurgada do nosso vocabulário, mas que mesmo camuflada reina de forma absoluta em nossa justiça. Essa cobrança, provavelmente dará inicio a grandes conflitos, mas com certeza será de extrema importância para a nossa democracia, já que ainda hoje, vivemos em uma ditadura da qual muitas mães não conseguem enterrar seus filhos.

Márcio Nascimento

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“A polícia prende, a justiça solta”

Maio 26, 2007

 

Estava tentando achar uma pauta para fazer a matéria do jornal, quando ouço na rádio a seguinte frase: “A polícia prende, mas a justiça solta!”. Não pude deixar essa pequena indagação de lado e pensar se era verdade ou não.

Hoje, assistindo à TV senado, as palavras do senador Jose Nery do PSOL/ PA chamaram a minha atenção. Ele disse que já houve mais de 280 operações da Policia Federal e fez a seguinte pergunta que eu agora passo a vocês: “Quais os presos que foram julgados e condenados?”.

Semanas atrás, tivemos uma operação da polícia federal, com repercussão
em todo Brasil – a operação 274, que teve esse nome devido ao preço dos combustíveis, tabelado em R$ 2,74, pois todos os postos de gasolina estavam mantendo o mesmo valor em suas bombas.

Com isso, tiravam a concorrência e ainda desrespeitavam uma norma do congresso. Vários empresários foram presos, principalmente aqui em Pernambuco e na Paraíba. A notícia corre o dia, todos ficam indignados e o que acontece? ABSOLUTAMENTE NADA.

Pois é, no dia seguinte, nada sobre a condenação ou captura desses corruptos e sabe por quê? Por que a justiça mandou soltar por falta de provas convincentes. Ou será que foi porque quem foi preso tinha dinheiro no bolso? E mais. Em Pernambuco, enquanto alguns jornais davam essa notícia como manchete principal, outros quase nada falaram. Você tinha que olhar com uma lupa para achar uma notinha no rodapé. O motivo? Um dos presos era parente do dono do jornal. Cadê, então, a liberdade de impressa que tanto dizem que temos? Esqueçamos esse assunto. Por enquanto, isso são outros quinhentos.     

Dia desses, vejo as manchetes nos jornais de todo o Brasil, que dizem que a polícia federal realizou uma nova operação com o nome de navalha ou coisa parecida. Foram presos ex-governadores e deputados, por desviarem milhões dos cofres públicos. Mas daí, eu já pergunto: quem daí vai ser julgado e condenado?

Quem quer apostar uma grade de cerveja comigo? O engraçado é que querem, às vezes, culpar um cidadão que roubou pouco e que estava na necessidade, sem emprego e desesperado para comer. Tudo isso só para desviar o foco sobre seus crimes que matam muito mais pessoas, acabam com os remédios dos hospitais e enfraquecem a segurança. Nossas crianças são tiradas da escola e postas nas ruas, onde as drogas parecem ser a única válvula de escape para qualquer problema. Assim, tornam-se assassinos criados por criminosos de gravata. ▪

PIETRO IUMATTI

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Politicagem e Felação

Maio 25, 2007

 

Muito bem, chega de papa Bento.
Se bem que, pra não perder o hábito, vou exercitar, mais uma vez, meu humor sarcástico – como diria a minha professora. Lembrei de uma frase dita por minha prima de apenas quatro anos: “Mãe, eu não agüento mais ver o papa na televisão. ‘ficando tonta”.
Quando imagino que já li de tudo um pouco em se tratando de política, deparei-me ontem, com uma bizarrice sem precedentes, num desses sites de notícias pitorescas. A bola da vez é a candidata belga Tania Derveaux, que prometeu um “favorzinho oral muito bem feito” logo abaixo da cintura masculina, a quem lhe desse votos.
Eu entendi, e você?
Sim, meus amigos. É do “bola-gato” que estou falando. Com a devida permissão, ou não, do autor daquela pérola do cancioneiro brega-pop carnavalesco de outros tempos: “Não é nada disso que você está pensando…”.
Acredite se quiser, ela declarou que pretende exercitar a língua e o palato duro, vulgo céu-da-boca (sem trocadilhos) por quarenta mil vezes. Porra, assim ela vai ficar dormente, com certeza. Ah, então você aí do outro lado ficou interessado, não foi? Entre na fila, “meu bom”.
Pois é, já existe fila pra boquete, e ela nao pára de crescer. Mais uma vez, sem piadinhas. E olha que a tal lista está disponível no site do partido. Pra se ter uma idéia, as visitas para o alistamento felácio ultrapassam as visualizações das páginas de políticos norte-americanos e britânicos.
De acordo com a dita-cuja, que já “ameaçou” e posou nua com asas de anjo para pedir votos, a intenção ao anunciar as preliminares de um possível bacanal foi apenas chamar a atenção para o descumprimento eleitoral dos partidos considerados “sérios”.
Enquanto isso, no Brasil, Clô continua aprontando – e muito. A última do ex-estilista cor-de-rosa foi xingar as mulheres ao dizer que, hoje em dia, “elas trabalham deitadas e descançam em pé”. A deputada Cida Diogo, tomou as dores e foi chamada de feia por Clodovil.
Calma, rapaz. Ainda que ela fosse desprovida de beleza, não precisava tanto, porra! Vai gostar de receber ameaça de processo lá na p…
As devidas desculpas, por parte do Sr. Hernandez, ao sexo-frágil de outros tempos, foram pedidas e aceitas, creio eu. O macaco Simão disse que “Clodovéia passou mais tempo internado na Clínica Santé do que propriamente dentro do Congresso”.
Concordo contigo e não abro mão, Zé. Você ‘tá’ certo. Ah, antes que eu esqueça, a tal “promessa” parece ter sido cumprida na manhã desta segunda-feira. É claro, se não for mais um caô político.
Eis aí a mais nova maneira de se candidatar a um cargo importante. Como diz  a marchinha carnavalesca no início do texto, a moda agora é: “Segurar o p… e chupar a cabecinha”. ▪

PEDRO BRAZ NETO.

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Bordão era maior que Enéas

Maio 23, 2007

 

A morte de Enéas no último dia 6 de maio, devido a uma leucemia, trouxe fim a uma carreira política marcada pela visão utópica e polêmica de mais um filho da ditadura militar. Direitista ao extremo, Enéas dava de ombros ao poder público, simulando uma pseudoposição anarquista, a qual nunca passou da porta de entrada. O Brasil, que jamais conheceu o verdadeiro Enéas, preferiu ficar com o bordão que acabou por imortalizá-lo.

Pode-se dizer que sua posição política advinha da experiência militar obtida na Escola de Saúde do Exército. Enéas passou de 1959 a 1965 servindo as forças armadas. Isso possibilitou que aquele pobre menino que veio do Acre, tendo que trabalhar aos 9 anos de idade para ajudar a família, pudesse formar-se médico. Mais tarde, especializou-se em cardiologia e tornou-se uma referência nacional em eletrocardiograma. Em 1989, ingressou na política, fundando o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) e concorreu à presidência nas primeiras eleições diretas do país, obtendo resultado pouco expressivo.

Logrou êxito algum tempo depois quando se candidatou a deputado. Como mostram dados oficiais da Câmara dos Deputados, Enéas Carneiro entrou para a história da política brasileira, como o deputado que obteve maior número de votos – cerca de 1,5 milhão nas eleições de 2002. O horário político disposto a grande mídia pela campanha eleitoral, passou a funcionar como uma espécie de big brother político, transformando políticos em celebridades e vice-versa.

A falta de referências e de interesse político da população, somando-se ao populismo midiático, provou ser mais forte do que histórico pessoal ou mesmo postura política dos candidatos. Tira-se pelas últimas eleições nas quais se elegeram deputados, Paulo Maluf e Clodovil Hernandes, exemplos nada recomendáveis de cidadãos públicos, que ainda assim foram eleitos com uma porcentagem igualmente absurda. Enéas ficou conhecido na política brasileira como uma figura cômica. Seu bordão traduzia bem sua intenção política, que tinha como base o radicalismo de quem viveu sob os ditames da ditadura.

Como a música já dizia: “o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído…”. O Brasil conseguiu salvar-se de uma volta à ditadura pela cegueira ocasional que, volta e meia, toma nosso povo. Talvez então, nesse contexto e somente nesse, a ignorância seja o menor dos males.

Márcio Nascimento.

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Mudança no editorial

Maio 16, 2007

 

Nós do Jornal “De fato”, somos cinco cabeças pensantes, de ideologias e personalidades diferentes. Logo, não podemos tomar um único caminho, como sendo uma verdade absoluta e querer que você leitor agregue isso como uma filosofia de vida. O que fazer então? A resposta que nos veio à cabeça foi: se não podemos tomar partido por alguma frente ideológica – tomaremos partido pela verdade, e de fato, essa deveria ser a idéia primordial que viria a reger um jornal. Infelizmente não é o que acontece. Mas, paramos num dilema. Nós Tínhamos duas opções. Uma era se propor a fazer um jornal nos padrões normais, mas havia um problema que era a falta de tempo para apuração e pesquisa de uma matéria, levando-se em conta os outros compromissos diários que nos tomavam todo o tempo do dia. A outra opção era ser um jornal opinativo. Já vínhamos fazendo isso ao publicar crônicas, mas decidimos tornar isso uma vertente do jornal. E por que? Antes de tudo para nos contrapor ao jornalismo factual/diário. Somos um veículo semanal, então não haveria condições de trazer notícias recentes com a finalidade de informar o leitor, quando este já havia sido informado pela grande mídia. Sabendo-se do mito da imparcialidade decidimos então trazer as notícias para um parâmetro mais crítico. Até porque quando nos propomos a defender a verdade acima de tudo, seria uma extrema contradição afirmar que defenderíamos algo inexistente como notícias imparciais. O que tentaremos trazer então, serão matérias/reportagens e crônicas opinativas. Lembrando que o veículo em si não se responsabilizará pelo conteúdo das crônicas, mas sim o cronista em questão.

Esperamos ter esclarecido como o “De fato” pretende trabalhar, com uma tiragem semanal para o jornal/zine impresso e diariamente estaremos atualizando o blog, e com isso ganhar a sua simpatia, nunca esquecendo o nosso compromisso com a verdade e com a justiça.

 Equipe “De Fato”

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Coronel Meira : Uma historia, duas verdades

Maio 16, 2007

 

           Na busca de um tema para mais uma matéria, percebi que aqui em Pernambuco o Cel. Meira só não foi mais notícia que o Papa, pois praticamente em todos os Blogs de notícias e jornais havia pelo menos uma notinha sobre o mais novo pop star da cidade. Resolvi então que não tinha sentido escrever sobre o assunto, já que a notícia estava muito mastigada.

Porém, notei que por ser retratado em vários veículos de propostas tão diferentes, às vezes pareciam falar de pessoas distintas. No Blog do Jamildo, por exemplo: da sexta para o sábado, postaram sete matérias sobre o coronel. Foi quase uma minissérie, contando toda a sua carreira até a conquista desse tão nobre cargo de Diretor Geral de Operações da PM.

Particularmente fiquei até emocionado em um “capítulo dessa minissérie”, quando foi relatado que os oficiais da polícia ao adoecer perdem os benefícios e o coronel Meira leva pessoalmente uma cesta básica e remédios para os enfermos.

Sobre o primeiro fato que o tornou celebridade, uma foto tirada em 2005 quando ele ainda era do batalhão de choque, onde ele está dando uma gravata no estudante Ossi Ferreira Lima, 26 anos, no protesto contra o aumento das passagens de ônibus, no centro da cidade.

Apenas um comentário de que aquela foto não retrata a realidade dos fatos. O Blog pebodycount deu um tratamento menos festivo para o assunto. Postou primeiro uma matéria com o estudante envolvido no episodio de 2005, que no titulo dizia, “Ele precisa de tratamento”.

No contexto da matéria, o aluno, que está em São Paulo há quatro meses e atuando como secretário-geral da União da Juventude Socialista (UJS), afirma que o protesto dos estudantes não foi um caso isolado. Em um confronto com o MST em 2006, ele deixou um sem terra sem um olho também, causado por uma bala de borracha que atingiu o rosto do manifestante.

E no mesmo confronto dos estudantes que participou, a equipe coordenada pelo coronel colocou alguns alunos num camburão e jogou gás de pimenta dentro. “parecia mais à época da ditadura”, relatou o jovem. Depois da matéria com o aluno o Blog postou uma matéria com o próprio Cel. Luiz Meira, pelo menos ouviu os dois lados.

Na entrevista para o Blog o Coronel mostrou-se bastante articulado, diz que continua o mesmo e essa promoção não vai mudar seu jeito de ser. A matéria foi intitulada de “Não quero soldado Bananão”. O interessante disso tudo é que os comentários deixados nos blogs seguem a mesma linha de pensamento das matérias.

No Blog do Jamildo você encontra varias mensagens de apoio ao Coronel do tipo: força coronel, a policia tem que ser dura mesmo, marginal tem que apanhar, e outras. Totalmente avessa às mensagens do pebodycount que segue a linha de que ele precisa mesmo é de tratamento.

A última noticia postada por Jamildo sobre o assunto foi uma matéria da presidente do Movimento Tortura Nunca Mais, Amparo Araújo, em que ela dá um voto de confiança para o Governador Eduardo Campos sobre a nomeação do Coronel Meira.

Diz que é precipitada as criticas, e acredita que qualquer sinal de exagero por parte da policia militar será duramente castigado pelo Governador. “Mas se houver algum problema e ele não exonerar os responsáveis, aí sim vou cobrar”, disse Amparo Araújo.

Em contra partida, o Blog de segurança publica coloca a mesma matéria mais com uma observação importantíssima omitida por Jamildo. “Amparo Araújo é filiada ao PSB e foi a segunda suplente de senador da chapa socialista, depois de Ariano Suassuna”. Quem assina a matéria é Carlos Eduardo Santos. 

Truculência não é sinônimo de competência, pelo contrario, é o primeiro sintoma de uma policia despreparada. E a falta de uma política socioeconômica junto aos milhares agrava esse despreparo. Uma agenda voltada para a prevenção do crime, com estudos de áreas de risco, áreas formadoras de criminosos e, com isso, uma maior atuação policial.

E não se ater  somente na punição do criminoso. Chega de medidas paliativas e de caráter excessivamente imediatista na área da segurança.  Sei que na atual conjuntura dos fatos é preciso de uma ação extrema, mas que o seu impacto seja sentido a longo prazo. 

Contudo, nós cidadãos só temos uma coisa a fazer: pagar (literalmente com nossos impostos) para ver qual é a verdadeira face do atual diretor geral de operações da PM, o polêmico Coronel Luiz Meira.

Bruno Diniz do R. Barros.

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Demissões em massa na mídia pernambucana

Maio 15, 2007

Logo do SinjoPE 

Pernambuco hoje é considerado o maior e mais moderno centro de comunicação do Norte e Nordeste. Título esse que engloba os melhores jornais, a melhor produção jornalística de TV e rádio, as melhores faculdades de Jornalismo, e também a melhor mão de obra profissional .

Mas, segundo o sindicato dos jornalistas de Pernambuco (SinjoPE), há algo de negativo acontecendo. Desde novembro de 2006 no Estado, andam ocorrendo várias demissões em massa dentro dos grandes veículos de mídia. Na maioria dos casos, essas demissões são sem justa causa, apenas com a “desculpa” de contenção de custos.

De acordo com a pesquisa do SinjoPE, em novembro de 2006, o Diário de Pernambuco demitiu nove jornalistas, alguns com mais de 40 anos de serviços prestados à empresa. Já em janeiro de 2007, a folha de Pernambuco demitiu outros nove jornalistas, alegando a mesma razão de “contenção de custos”.

No Sistema Jornal do Commercio, no veículo de rádio JC/CBN, foi adotado o mesmo procedimento. O que intriga ainda mais o sindicato, é que em 2006, logo depois que dois funcionários do JC/CBN foram dispensados, a rádio chegou a distribuir PPL (Plano de Participação nos Lucros) de mais de 40% sobre os salários. Ou seja, esse fato pressupõe lucro em caixa – então, nesse caso específico, a “desculpa” de contenção de custos acaba ficando sem contexto.

Os profissionais mais antigos não acreditam que as demissões façam parte de uma política de contenção de despesas. Esses profissionais dizem que os grandes veículos querem é reduzir a folha de funcionários, para contratar recém formados, pagando um salário muito abaixo do que deveria ser o piso ou base salarial.

O SinjoPE acredita que ao invés desses grandes veículos dispensarem funcionários, deveria haver uma distribuição salarial mais igualitária, pois segundo o sindicato, grande parte desses jornalistas ganham pouco e trabalham além do que deveriam – enquanto existem outros, que ganham muito acima da média.

O sindicato diz estar atento a práticas como essas, e avisa aos demitidos, dispor de uma boa estrutura jurídica com a finalidade de garantir-lhes todos os  direitos, e finaliza dizendo que andam denunciando os casos a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), aos sindicatos estaduais, à CUT, às organizações sociais e a todos os que se interessem por uma imprensa digna.

RODRIGO VALLE BARRADAS.

Acessem o site do SinjoPE no endereço: http://www.jornalistas-pe.org.br

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O Papa é pop e o pop não poupa ninguém

Maio 14, 2007

O Papa e questão dos preservativos. 

Estava pensando cá com meus botões: sobre qual assunto escreveria a crônica? Na verdade, crônica era a situação – para onde olhava, só dava o Papa. Era Bento para cá, Ratzinger para lá, e eu me perguntava, e agora, meu bom?

Ah… decidi escrever sobre o dito cujo. Sim, o atual Sumo Pontífice da Igreja Católica, ele mesmo, o showman da cristandade, o papa Bento XVI. Aliás, o papa é pop, já diziam os “engenheiros”.

Confesso não ser lá um dos maiores admiradores das religiões, principalmente das cristãs.

Sabe como é essa “coisa” de conservadorismo – conservador para mim é o formol. Aliás, o conservadorismo já deveria estar morto há muito tempo e, se não está, acredito ser o cristianismo um dos grandes responsáveis por isso. Já disse uma vez Nietzsche, “Deus está morto”. E quem o matou foram as religiões cristãs e sua insistência em se manterem irresolutas frente a tantas questões, como o homosexualismo, o celibato, a pedofilia encoberta, o dízimo dos cristãos protestantes e, claro a interminável verborragia da condenação ao “inferno” dos “descrentes” ou dos que crêem de forma diferente.

O Papa esteve no Brasil com o intuito de canonizar “Frei Galvão”. Para o Congresso, de fato a vinda do Papa caiu como uma luva, pois os grandes veículos de mídia não falavam de outra coisa, a não ser a visita do Ratzinger à “terra brazilis”. Então muitos não viram o aumento de salário dos deputados, senadores e presidente, e nem o “barraco” promovido pelo parlamentar fashion Clodovil. E o Brasil? Ah, meu caro, o Brasil gastou cifras exorbitantes para que o representante mor da instituição multibilionária que é a Igreja católica pudesse vir a essa republiqueta das bananas.

A situação de miséria na qual grande parte do povo brasileiro está inserido é tão grande que muitos vêem a visita do Papa como sendo um sinal de dias melhores, em meio a tanta desgraça, corrupção, violência, pobreza e, o  aquecimento global – é o fim dos dias, pensam alguns. Não duvido nada que do jeito em que a situação se encontra, muitos devam estar acreditando que seja o Ratzinger o novo messias -  aliás, já diz na Bíblia: “quando o juízo final estiver próximo, o messias voltará a Terra”. Mas que droga, meu amigo, precisava ser um messias que serviu como soldado da juventude Hitlerista? Precisava ser um messias conservador e homofóbico? Não, meus amigos. Se for para ser assim, prefiro renegar a palavra desse falso salvador.

Antes que eu seja posto logo na fogueira da inquisição, admito admirar pessoas realmente iluminadas que surgiram dentro da Igreja Católica, como a Madre Tereza de Calcutá ou nosso Dom Helder Câmara. Sim, eles faziam jus ao que uma religião deveria representar. Por outro lado, acabo lembrando que o Vaticano tem tanto dinheiro e poder que podia até acabar com a fome em algum país miserável do 4° mundo africano, e não faz.

Devemos lembrar que quem está por trás das instituições religiosas são pessoas e, como seres humanos que são, muitos estão sujeitos a fraqueza da ganância e da estupidez. Então, meus amigos, não acreditem que papas, pastores ou qualquer representação de uma determinada crença detêm a verdade absoluta sobre tudo na terra.

Quer acreditar? Tudo bem. Como já dizia o Raul Seixas, “faz o que tu queres pois é tudo da lei”. Mas, por favor, sempre questione. E agora que o papa se foi, voltemos então à nossa realidade incrustada na mais baixa e vil sujeira do homem -  amém.

 

RODRIGO VALLE BARRADAS.

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Brasil e Panamá anunciam investimentos em biocombustíveis

Maio 13, 2007

Combustöel

 

Enfim, uma matéria “ecologicamente correta”, ou não.

 

Aquecimento Global, Efeito-Estufa, Protocolo ou Tratado de Kyoto e Biocombustíveis. Ao que parece, o termo Ecologia não sairá de moda tão cedo. Ainda que a camada de ozônio desapareça por completo, ou a selva amazônica vire fumaça, sempre haverá alguém para levantar essa bandeira.

Os Estados Unidos, por exemplo, acreditam que assuntos como esse não passam de “conversa para boi dormir”. Senão, vejamos: Debaixo das asas republicanas de George Wayne Bush, os norte-americanos optam por confabular sobre a quantidade de bilhões necessários para enviar hispânicos, negros e outros “coitados” ao Iraque.

Enquanto isso, os níveis de poluentes emitidos pelas indústrias mundiais e, principalmente por nossos brothers lá de cima, ultrapassam a estratosfera. Pois é, amigo leitor. Ecologia e economia nunca estiveram tão próximas como agora.

Em recente visita aos “bons e velhos sites de busca”, li que nos próximos dias 24 e 25 de maio, Luiz Inácio Lula da Silva irá se reunir em Brasília com o presidente do Panamá, Martín Torrijos. Em pauta, os planos do Brasil para produzir biocombustíveis, além de outros assuntos de interesse mútuo.

Já em São Paulo, uma outra reunião está marcada entre Torrijos e um grupo de cinqüenta empresários para tratar de novos e oportunos investimentos no país da América Central, cujo PIB equivale a 2.256 dólares per capita. Destaco o anúncio feito por grandes construtoras brasileiras no ano passado, relativo à ampliação do Canal do Panamá, além do biodiesel a ser produzido por lá.

A fim de discutir o cooperativismo e o avanço no uso de fontes alternativas para produção de energia, o chanceler panamenho, Samuel Lewis Navarro, reuniu-se com o ministro de Relações Exteriores Celso Amorim, e o assessor de Lula Marco Aurélio Garcia, para assuntos internacionais em dezembro último. Em maio de 2006, Luiz Fernando Furlan, à época ministro de Desenvolvimento Indústria e Comércio, aprovou a instalação no Panamá, de um centro de distribuição de produtos brasileiros.

Torçamos, então, para que o alargamento do Canal do Panamá, que está orçado em US$ 5,25 bilhões não venha a provocar um rombo nos cofres públicos do Brasil e de nossos hermanos também. ▪

PEDRO BRAZ NETO.

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Recife precisará de mais cemitérios

Maio 13, 2007

Cemitério de Santo Amaro

Devido ao crescente índice de violência que não para de subir, a Prefeitura do Recife publicou no Diário Oficial, nesta quinta-feira (10), o edital de tomada de preços para a construção de 324 catacumbas e 108 ossuários do Cemitério de Casa Amarela, Zona norte da cidade. A obra é necessária, pois a capacidade do cemitério estava quase encerrada. Com isso a população contará com um maior número de opções para o sepultamento.
De acordo com a gerente das Necrópoles municipais, Cleide Wessen, o redirecionamento está inteiramente ligado ao alto índice de homicídios na capital pernambucana. “Se o índice de violência continuar assim, o Recife precisará de mais cemitérios”, afirmou. Cleide ainda não revelou os dados sobre as percentagens das vítimas dos crimes sepultadas, mas garantiu que são muitos.
A ampliação dos jazigos será feita de forma vertical para otimizar o espaço que se encontra quase totalmente ocupado. Dessa forma, serão construídos blocos com gavetas padronizadas, tanto para os ossuários, como para as catacumbas.
Atualmente o cemitério de Casa Amarela (com área de 11.600 m²) possui 358 catacumbas, 497 ossuários, 2.551 covas rasas e 244 túmulos de famílias e recebe, mensalmente, a visita de 3.600 pessoas. A obra será coordenada pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana e custará 358 mil e trezentos reais.

PIETRO IUMATTI.

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Pernambuco ganha versão de blog “bodycount”

Maio 11, 2007

Bodycount

Pernambuco ganhou versão estadual do blog “bodycount”. Os blogs denominados “bodycounts”, têm como objetivo, fazer a contagem das pessoas assassinadas em uma determinada região, e através disso, exigir do governo, políticas públicas que visem a diminuição da criminalidade. O PEbodycount, como é chamado, é a concretização de uma tendência em lugares com índices de violência muito acima do normal, como é o caso de seus antecessores, Riobodycount e Iraqbodycount.

Segundo João Valadares, um dos quatro jornalistas responsáveis pelo site pernambucano, é através da contagem dos corpos, que o blog visa se tornar uma ferramenta de cobrança. “A partir do momento que você expõe isso diariamente na internet, você está gerando uma cobrança para os gestores públicos”, declarou Valadares.

João Valadares explicou o método de apuração de assassinatos em Pernambuco: “Nós estamos utilizando dois tipos de fontes.  A fonte oficial que seriam dados da Secretaria de Segurança Pública, e a outra fonte seria o IML, e algumas delegacias. Estamos acordando às 6h da manhã para começar a apuração”.

O PEbodycount, estreou no dia 1° de maio, contabilizando quatro mortos. Um dos grandes objetivos do site, é conseguir fomentar discussões sobre o tema – visando isso, o  blog permite que toda matéria seja comentada por visitantes.

Apesar de o blog já estar no ar, haverá um evento de lançamento oficial do site, que ocorrerá na Faculdade Maurício de Nassau, no dia 22 de maio, às 19h30, com a presença dos quatro jornalistas responsáveis pela página: Carlos Eduardo Santos, João Valadares, Rodrigo Carvalho e Eduardo Machado.

Até o momento do fechamento dessa matéria, 10 dias depois da estréia do blog, Pernambuco já contabilizava 80 assassinatos. Mais informações: http://www.pebodycount.com.br

RODRIGO VALLE BARRADAS

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Centro Cultural Banco do Brasil em Recife

Maio 11, 2007

CCBB em São Paulo

Não é a primeira vez que um boato desse tipo ronda as pontes do centro da cidade. Segundo o blog “Acerto de Contas”, estava marcada para última sexta 04, uma reunião do presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, com o governador Eduardo Campos, no Palácio das Princesas. O encontro serviria para anunciar a decisão de instalar no Recife um dos cinco centros de operações do BB, que fomenta ações nas áreas de negócios e turismo, e mais um Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Fato é que, a tal reunião não aconteceu. E a acessoria do Banco do Brasil ao ser questionada sobre esse possível projeto na cidade, e uma nova data e local para o anúncio, não se pronunciou. Atualmente existem CCBBs apenas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O primeiro centro cultural foi criado em 1989 no Rio de Janeiro.

 

As inscrições de projetos para os CCBBs cresceram 75% em relação à temporada anterior. Um estudo realizado pelo próprio Banco do Brasil mostrou também que para compor a grade de programação para 2008, houve um aumento ainda maior de inscrições com origem em regiões que não tem o Centro Cultural do Banco do Brasil. E que o nordeste tem um número bastante expressivo de projetos inscritos, por isso os rumores da construção de um centro cultural desse porte na cidade.

 

Um exemplo da iniciativa do Banco do Brasil que deu certo foi o centro cultural em São Paulo. Inaugurado 21 de abril de 2001, o Centro Cultural Banco do Brasil comemora o sucesso de ter atingido seu objetivo - injetou vitalidade ainda maior na cena paulistana e contribuiu para mudar a relação do paulistano com o centro da cidade.

 

Desde sua inauguração recebeu cerca de 3,9 milhões de visitantes. Atualmente conta com uma média diária de público de aproximadamente 2 mil visitantes. Realizou 1.026 eventos, em áreas que de atuação que vão das artes plásticas às audiovisuais, passando pelo teatro, dança, música, debates e programas de cunho educativo, em cerca de 11.217 apresentações. Já foram investidos 47,6 milhões em programação desde o início de suas atividades. O Centro Cultural Banco do Brasil foi criado com o objetivo de formar novas platéias, democratizar o acesso à cultura e contribuir para sua promoção, divulgação e incentivo. Não precisa mais dizer por que um CCBB na cidade do Recife seria muito importante. Tomara que não seja só mais um boato.       

BRUNO DINIZ

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Neo-nazismo vem crescendo na Argentina e Brasil

Maio 10, 2007

Skin Heads

Casos de anti-semitismo vêm crescendo na Argentina - é o que aponta uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Delegação das Associações Israelitas (DAIA). De acordo com a pesquisa, em um ano foram identificados 586 atos anti-semitas, abrangendo desde pichações, edições literárias ou jornalísticas até expressões públicas.

O caso mais grave de anti-semitismo ocorrido na Argentina, foi um atentando a bomba contra entidades judaicas, no dia 18 de julho de 1994, que deixou 85 mortos.

Em vários estabelecimentos comerciais de Buenos Aires, capital Argentina, foram encontradas, várias estatuetas de Adolf Hitler – o problema é que o comércio desses produtos em território Argentino não é considerado crime. A pesquisa também aponta o aumento do número de bandeiras com suásticas em campos de futebol.

A identificação de certa parcela da sociedade Argentina com o nazismo não é por acaso. A Argentina foi um dos grandes “portos” de desembarque de Nazistas refugiados depois da derrota da Alemanha na segunda guerra mundial. O governo de Perón beneficiou a entrada desses refugiados na Argentina. Há também relatos de que na ditadura militar daquele País, que durou de 1976 até 1983, vários presos políticos de procedência judaica, foram torturados com um toque especial de crueldade, que incluia até ter a suástica marcada no rosto com facas.

Hoje na Argentina, existem dois pequenos partidos neo-nazistas, o Partido Novo Triunfo (PNT) e o Partido Nova Ordem Social Patriótico (PNOSP) – e também um sítio que hospeda sites racistas, chamado “Libreopinion”, que detêm o domínio de inúmeras páginas nazistas, de procedência Argentina, de alguns Países Europeus, dos EUA e também do Brasil.

Libreopinion – Ao adentrar nos domínios do site, nos deparamos com a seguinte frase: “Bienvenidos a Ciudad Libre Opínion”, mas até quando o direito a liberdade de expressão deve ser garantido? Mesmo quando esse direito ultrapassa a linha do bom senso e prega o ódio a determinados setores da sociedade, devemos ainda assim assegurar o direito a essa liberdade de opinião?

Antes no sítio, podíamos simplesmente procurar por sites utilizando palavras chaves, e encontrávamos inúmeros desses – muitos de origem brasileira. Mas por segurança, a página agora pede o cadastramento dos usuários – mas ainda há o link para o Partido Novo Triunfo (PNT) visível na primeira página. O Partido Novo Triunfo, Pode ser um dos financiadores do site.

Brasil – Não é só na Argentina que o neo-nazismo vem crescendo. Com o advento de sites como o Orkut, nos deparamos com inúmeras comunidades de procedência discriminatória e pré-conceituosa – muitas dessas declaradamente neo-nazistas. É o caso da “White Power SP”, que logo na descrição da comunidade, dizem ser os brancos, os únicos filhos de Deus. Já o caso da “365 dias de orgulho branco” se declara como uma comunidade não racista – mas o que vemos em muitos tópicos é a existência de várias pessoas ligadas à propaganda nazista.

Talvez o maior e mais respeitado site neo-nazista brasileiro seja o Valhalla 88, o número faz alusão à saudação Heil Hitler, isso porque o H é a oitava letra do alfabeto, ou seja, 88 significa HH, as iniciais da saudação. O Valhalla traz um material muito extenso que vai desde artigos até entrevistas.

Vários casos envolvendo grupos de Skin-Heads White Powers são registrados todo ano no Brasil. O problema é o tratamento que a grande mídia dá a casos como esses – na maioria das vezes, fatos que envolvam atos racistas não chegam ao conhecimento da maioria da população brasileira. Talvez a problemática maior, seja a máxima perpetuada no senso comum brasileiro de que todo o povo do Brasil é mestiço. Mas a verdade é que a maioria desses grupos tem total acesso a árvore genealógica de suas famílias, e através desse fato, dizem ser descendentes diretos de Europeus. Tanto é, que muitos desses grupos são reconhecidos por grupos neo-nazistas europeus e norte-americanos. Enquanto essa máxima continuar incutida na  mente do povo brasileiro, grupos como esses terão uma maior liberdade para disseminar as suas idéias e continuar impunes.

 RODRIGO VALLE BARRADAS.

Links:

http://www.valhalla88.com/valhalla.html   Valhalla 88

http://pnt.libreopinion.com/ Partido Novo Triunfo

http://www.libreopinion.com/ Libreopinion 

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Sarkozy é o novo Presidente, afirma boca-de-urna

Maio 10, 2007

Sarkozy

Com 53% das intenções dos votos os franceses escolheram, neste domingo (6), o candidato centro-direita Nicolas Sarkozy para ser o novo presidente do país. Ele venceu a candidata socialista Ségolène Royal, que obteve 47% dos votos. A participação da população foi maciça e cerca de 85% dos eleitores habilitados foram as urnas. As projeções foram recolhidas com base nos dados recolhidos nos locais de votação em toda França.O candidato de centro-direita irá substituir o atual presidente Jacques Chirac, e vai pegar uma nação com uma economia quase parada e com uma crescente frustração nos subúrbios empobrecidos habitados por imigrantes e descendentes.  A candidata derrotada Royal reconheceu imediatamente sua derrota e desejou boa sorte ao  Sarkozy. “Eu espero que o próximo presidente da república cumpra sua missão a serviço de todo o povo francês.” disse logo após o fim da eleição. “Eu agradeço do fundo do meu coração aos 17 milhões de eleitores que votaram em mim, que confiaram em mim, e posso imaginar a medida do seu desapontamento,” disse a socialista.

PIETRO IUMATTI

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Um olho no Papa outro na pizza

Maio 10, 2007

Papa Bento XVI 

Já não é mais novidade que o congresso costuma esperar por datas oportunas para tomar decisões importantes. A bancada costuma “trabalhar melhor” sem a interrupção de certas esferas, digamos, ”não políticas” da sociedade, ou seja, nós, o povo. A data das grandes mudanças políticas costuma coincidir de maneira tão impressionante com datas comemorativas, que nem o “profeta” conseguiria explicar.

Pauta do dia, o cardeal Joseph Ratzinger ou Papa Bento XVI, estará visitando o país a partir de hoje dia 09 de maio, para a V conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho. Enquanto isso na “Sala da injustiça”, parlamentares se “esbofeteiam” para votar o aumento dos salários. Como diz o ditado: A fruta proibida é a mais apetecida. Dentro do parlamento deve haver um desejo quase ecumênico de se manter em sigilo seu próprio Santo Graal. 

Aproveitando o alarde da mídia e da população com a vinda do papa, quando todas as atenções estão voltadas para o evento, põe-se em prática mais um ardil dos superdeputados, aquele mesmo aumento que já foi criticado pela população. Apresentado em um formato menos polêmico que o anterior, ainda assim, propõe regalias que não cabem à realidade financeira do Brasil.

Ainda no congresso, há quem diga que o papa é mesmo santo, pois além de sua comitiva, ele ainda traz consigo o milagre da multiplicação, ou pelo menos da alteração salarial. Já dizia Pero Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei de Portugal: “Nesta terra, em se plantando, tudo dá”; e se não der, compra-se ou esconde-se no bolso do paletó, senão na cueca. Quando o gato está distraído os ratos comem o queijo, ou melhor, a pizza inteira.

Viva o papa, viva o aumento camuflado, viva o maior país católico do mundo e viva também o ópio do povo, que é quem mais alimenta as bocas famintas e o caos social, outra vez disfarçado de pão-de-ló. Cada vez mais afundamos na lama que permeia a sociedade. Nos resta ter fé, e rezar para que o papa batize o parlamento. Talvez assim, excomungue muita das almas perdidas que vagam sem um propósito específico, alimentando-se dos fundos, ou melhor, fluidos, dos cidadãos. 

Márcio F. Nascimento

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Era Yeltsin chega ao fim

Maio 8, 2007

Boris Yeltsin

Chegou ao fim mais um capitulo da história política russa. Boris Yeltsin, o primeiro presidente eleito da era pós-comunista, está morto. Sua morte, devido a uma insuficiência cardiovascular, foi registrada na manhã do dia 23 de abril de 2007.  

A pergunta que fica é se Putin, o sucessor presidencial, dará segmento ao ideal democrata levantado por ele. Yeltsin, que no passado rompeu com o regime comunista do qual fazia parte, terminou seus dias de maneira discreta e isolada, diferente de sua conturbada e polêmica carreira.

O comunismo tomou vários rumos divergentes do que propunham seus primeiros pensadores, Carl Marx e Friedrich Engels. Suas idéias muita vezes foram deturpadas e usadas de maneira antagônica, como em 1991 com a tentativa de golpe de estado da antiga União Soviética. Boris Yeltsin teve uma importante participação, no que diz respeito à oposição que se formou contra esse regime déspota.

Como principal responsável pelo fim do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e da própria URSS, Yeltsin transformou-se em símbolo de contradição. Seu primeiro papel político foi como chefe da organização local do Partido, convidado por Gorbatchev para assumir o cargo de 1º Secretário do Partido Comunista em 1985.

Com o desgaste da relação com Gorbatchev, sua exclusão do Politburo em 1989, tornou-se eminente. No mesmo ano veio a se eleger deputado por Moscou no Parlamento Soviético e passou a opor-se ao próprio Gorbatchev. Utilizando-se do temor dos russos, que viviam sob o fantasma da volta do comunismo, ele conseguiu se eleger presidente.

Com a promessa de ser “o salvador da democracia russa” Yeltsin conseguiu tirar de cena Gorbatchev e a “Perestroika” (reforma econômica), consolidando assim o desejo da Rússia pela democracia. Contraditoriamente, o Yeltsin presidente não soube o que fazer com o poder, impondo muitas vezes a sua vontade através da força.

Nos anos de seu governo, a mãe Rússia passou uma de suas maiores crises, a corrupção alastrou-se nos pilares de sustentação do estado, que paralelamente à invasão de produtos estrangeiros, arrastaram milhões de russos de todas as classes para uma situação de pobreza e fome jamais vistas.

O crime passou a ser um padrão institucionalizado, Yeltsin abriu um precedente do qual foram criados muitos dos multibilionários atuais da Rússia e isso só ajudou a separar mais as classes sociais. Sua postura impoluta contradizia com os atos debochados. O presidente por mais de uma vez ironizou a imprensa e parecia não dar importância a algumas questões éticas.

Devido a inúmeros escândalos Boris Yeltsin, já desacreditado pelas potências que o ajudaram a se manter no poder, também sofrendo pressões por conta de um processo de impeachment, renunciou ao seu segundo mandato em 31 de dezembro de 1999. Sua imunidade foi garantida por Vladimir Putin. Além dos problemas políticos, Yeltsin possuía uma saúde frágil. Devido ao abuso excessivo do álcool, por várias vezes foi internado em regime emergencial.

O Presidente que se tornou um ícone da luta pela democratização da Rússia, terminou seus dias longe do Kremlin, desanimado pela missão que jamais chegou a concluir: devolver a soberania ao país dos czares. Não há uma exata certeza de como a história de Yeltsin será contada. Caberá a Putin colocá-lo ou não no panteão dos grandes heróis russos, mas isso só o tempo dirá.

Márcio F. Nascimento

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Brasil… Pederastia no Congresso e Miséria no Mundo Real

Maio 5, 2007

Caras pintadas

Há 15 anos, ou quase isso, “direto do túnel do tempo”, o povo, até então deitado eternamente em berço esplêndido, resolveu arregaçar as mangas na tentativa de acabar com quaisquer sobras do golpe ditatorial, imposto pelos milicos de alta e baixa patente. Então, tá.

Muitos de nós pintamos a cara e fomos brincar de expulsar um presidente do poder. O nome d’Elle? “Fernadinho Cheira Pó” Collor de Melo, ora essa. Quem mais teria a audácia de se aliar a uma fulana que atende pela alcunha de Zélia Cardoso sei lá das quantas para confiscar nosso pobre e suado dinheirinho e ainda achar que está tudo bem, obrigado?

Cá entre nós, só estando “lombrado” pra agir assim.

Acho até que mais viajada estava a ministra da economia. Tanto que, após o escândalo, ela conseguiu a façanha de engravidar do “Professor Raimundo”. Como diz o ditado: Pra quem ama o feio, bonito lhe parece.

Anos 90… Bons tempos? Depende do ponto de vista. Economicamente, foi um dos maiores tsunamis, ao menos no Brasil, de que já se teve notícia – embora o termo usado para adjetivar tal situação só estivesse na moda anos mais tarde.

Culpa de quem? D’Elle mesmo, o “filho da Dinda, irmão de Pedro, marido de Rosanea dentuça”. E nossa também, porque não? Fomos nós que o elegemos.

Tudo bem que, naqueles tempos, eu era um Zé ninguém, cursando a oitava série e achando a vida um saco, sei lá. Só pensava em passar de ano, pois havia ficado para as provas finais.

Ah, antes que eu esqueça, as curvas da Cláudia Abreu e Malu Mader em “Anos Rebeldes” também eram de meu interesse à época. Deixa pra lá; não foi pra falar delas que abri mão de boas horas de sono – considerando que faltam vinte minutos para as três da manhã.

Como diria o narigudo das Alagoas: “Minha gente, não me deixem só. Precisamos acabar com a corrupção!”. ÔRRA, MEU. Logo Elle, que passou esses anos todos inelegível após o impeachment, e agora volta na maior cara de pau a ocupar uma vaga no Congresso?

PARABÉNS a todos que o puseram lá, mas, não venham reclamar de nada quando a merda virar boné, mais uma vez. Quer saber? Deixem-no em paz, brincando de pensar que ainda manda em alguma coisa.

Ao lado de Fernandinho, Clodovil Hernandez, que prometeu pintar de rosa o Congresso Nacional, afirmando: “Depois de mim, Brasília não será mais a mesma”. Na última semana, ele declarou ao vivo na emissora do bispo Macedo, ter sonhos eróticos com o marido sorveteiro da apresentadora Eliana – aquela dos “dedinhos”.

Tá vendo? Quem disse que “Batman e Robin” não existem? Eles residem e trabalham em Brasília. Não vale perguntar quem é quem; está óbvio demais. É o que se pode chamar de República Pederastiva do Brasil.

E quem vai discordar, com “Clô” brincando de gastar dinheiro público pra reformar seu gabinete rosa-choque? Nessa veadagem em que se transformou a política brasileira, perguntem ao Clodovil onde está fincado o tal “lindo pendão da esperança”.

Vamos deixar a bicha em paz, pelo amor de Deus.

E a utopia “ORDEM E PROGRESSO” cedeu espaço à corrupção. Relaxem; sempre foi assim, desde os tempos de Cabral. Como diria Lula, o homem dos nove dedos, chegamos ao ápice da nossa revolta ao encontrar o PONTO G da impunidade. Ok, você venceu: Batata frita!

Se não estou enganado, pretendo que este seja um texto sério. Vamos deixar de FRESCURA, portanto. Nosso Brasil varonil, infelizmente, não conseguiu formar uma sólida NAÇÃO a partir da união de seu povo.

Ao contrário, o que se vê são pessoas miseráveis, sem educação e dignidade, porque não as exigem, e nem aí para a corrupção e a impunidade.

Eles não têm culpa. O analfabetismo, no meu entender, só para citar um exemplo, resulta da falta de oportunidades que, na boca e na caneta dos políticos não passam de promessas de campanha. Alguém duvida?

 

PEDRO BRAZ NETO.

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Realidade Kafkiana

Maio 3, 2007

 Franz Kafka

Um sábado desses, como de costume, estava a caminho do curso para pegar a minha namorada. No ônibus tranqüilo, lia “O Processo” do Franz Kafka, e todo o seu existencialismo e angústia frente ao mundo moderno e a massificante burocratização da vida humana, urbana. Algo me chama a atenção lá fora, um homem agride uma mulher, que julgo ser sua esposa, pois ao lado um garotinho assustado assiste tudo, não devia ter mais que três anos. Fico perplexo, olho para os lados, na calçada, vários homens assistem tudo como se estivessem assistindo mais um capítulo da novela das oito. Logo ao lado, um caminhão de mudanças é descarregado por no mínimo quatro homens – e ninguém faz nada.
O “homem” puxa os cabelos da esposa e em seguida lhe dá uma forte gravata. Eu me desespero, lembro que no ônibus, haviam dois policiais. Chamo as suas atenções e lhes aviso do ocorrido, já imaginando o ato heróico destes destemidos guardiões do povo. Os imagino gritando “Abre a porta aí motô” e logo em seguida correndo para salvar a pobre moça indefesa. Triste engano o meu, pois um dos policiais só dá uma olhadela por cima da janela, para logo em seguida balbuciar alguma coisa ininteligível, e só. Uma mulher sentada na frente dos policiais grita: “Que covardia, chamem a polícia”, e eu penso: “Seria cômico se não fosse trágico”.
Parecia que eu havia me transportado para um mundo Kafkiano, aonde nada funciona, e o individualismo e a indiferença falam a língua dos anjos. Sem querer parecer sexista ou machista (coisa essa que condeno), bons tempos eram aqueles em que os cavalheiros salvavam as damas das mãos dos malfeitores, para ganhar um beijo ao final, com direito a um pezinho levantado e tudo o mais. Mas, não estamos num conto de fadas que tem um final feliz. Essa história é uma história Kafkiana, não temos heróis, ou pelo menos não temos finais felizes. O mocinho sempre morre no final, esquecido, afundado na mais profunda merda, lentidão e descaso do sistema. Nesse livro o mocinho não usa gel, não casa, não tem quatro filhos e um cachorro, e nem mora em uma bela casa branca com cerca e um grande jardim florido. Nesse livro a verdade é outra, pois as cercas são as cercas da prisão, do estado, do medo e o seu cão, esse é um Vira-Latas pulguento chamado Xôla.
Vejo que poucos policiais fazem o que fazem por que gostam. Talvez aqueles que quando crianças imaginavam revólveres com qualquer graveto ou objeto, e passavam tardes inteiras brincando de polícia e ladrão. Mas o que me parece, é que muitos têm um sério problema de conduta e respeito – esses tem os dedos nervosos prontos para dar um tiro no primeiro dentista negro que dirija um belo carro, por confundi-lo com um bandido. Muitos, não fazem diferença entre o valor da vida e do respeito, e só querem uma desculpa para descontar suas frustrações e angústias. Por que eles iriam se incomodar? Tratava-se de um casal de baixa renda, desses que vão à praia aos sábados e domingos e passam a tarde escutando brega e enchendo a cara de cachaça. Não são gentes para o estado, são um estorvo para a elite, e muitos policias levam essa mentalidade tacanha para a vida, mesmo estes não fazendo parte dessa facção criminosa, elitista e demagoga.
Enfim, o ônibus começa a andar – minhas esperanças já haviam se esvaído por completo – quando percebo outros dois policiais na rua, correndo em direção ao casal, prontos para por um fim naquilo. O ônibus se distância, fico um pouco mais tranqüilo, mas meu semblante é de ódio, ódio por aqueles policiais omissos. Tento voltar a ler – já não consigo mais. Pois já estamos num mundo ora Kafka, ora Dom Quixote. Que sorte aqueles policiais com armas de gravetos, terem aparecido pra salvar a donzela dos braços do grande dragão de pedras. Mesmo assim meu semblante não muda, pois sei que no final, nem o Gregor Samsa e nem o Josef K saem ilesos, pois é assim no mundo de Kafka, e é assim no mundo real.

RODRIGO VALLE BARRADAS