
Paródia ou homenagem a estória que ainda não se contou
Outubro 28, 2007
25 de outubro de 2081 – sexto ano de reunificação da península latino-americana.
Como poucos, ele chegou. Completando 100 anos de existência, o jornalista, curador do Museu do Cinema Moderno de Paulista (MCMP) e fundador da Associação de Ajuda aos Sobreviventes do pós-guerra (Aaps), Rodrigo Valle Barradas demonstrou no dia do seu aniversario, que ainda é só vitalidade.
“Uma vida dedicada à arte de transmitir fatos e transpor idéias”, assim Rodrigo Barradas define sua trajetória, exaltada por oitenta anos dedicados ao jornalismo e as causas humanitárias – qual defendeu aguerridamente pelo Brasil.
Depois de ter participado de inúmeras coberturas jornalísticas de relevância fundamental para o mundo contemporâneo, da qual a mais recente pode ser considerada a Terceira Guerra Mundial, iniciada pela invasão Norte-Americana ao Equador em 2059, em que o Brasil participou ativamente. Ainda o assassinato do presidente da Argentina Diego Armando Maradona, em 2025, e a Revolução Africana em 2019, Barradas conquistou respeito, não só por suas matérias, mas pelo forte engajamento social que sempre defendeu.
O jornalista comemora também o inicio do Movimento Anárquico, ocorrido há cinco anos, que determinou a queda do estado maior e o fim das leis no país, e que coincidentemente é comemorada no mesmo dia do seu júbilo.
Considerado um dos principais responsáveis pela iniciativa, Rodrigo Barradas, assim como diversas pessoas que viam na Anarquia a última saída para o final de sucessíveis crises, conseguiram firmar as bases do movimento, principalmente rebatendo as idéias opositoras incentivadas pelo Partido Sociocapitalista Sulamericano (PSS), que defendia acima de tudo, a permanência do regime de Estado.
Último partido a governar o país, o PSS teve como base de suas críticas a “anomia” – conceito utilizado pelo sociólogo Francês Émile Durkheim, que determinava o inicio do caos social que seria gerado pela extinção das leis. Mesmo assim, o jornalista permaneceu convicto de seus ideais. “Sempre acreditei que as pessoas poderiam se entender sem precisar de intermédio do estado. Hoje está mais que provado, mesmo tendo enfrentado varias dificuldades, conseguimos chegar a um consenso popular muito próximo daquilo que idealizávamos”, afirmou .
Com fôlego de garoto, Barradas ainda espera continuar a frente do Jornal Novo Diário da Manhã, fundado no ano de 2019 em parceria com os jornalistas Bruno Diniz, Márcio Nascimento, Pedro Brás e Pietro Iumati. Também na curadoria do MCMP, resgatando a cultura viva do cinema Latino-Americano, em especial o brasileiro. E defendendo o direito das vitimas do pós-guerra, que mesmo depois de vinte e dois anos do término do conflito ainda precisam de ajuda para reerguer suas vidas.
De um tão atrasado quanto liso amigo, mas, ainda com algumas idéias na cabeça. Promessa é divída, Xô inércia, e Feliz Aniversário
Márcio Nascimento
Como agradecer?
Fico realmente lisonjeado pela homenagem, que mesmo fictícia tem muito de mim. De fato, não sei como agradecer – todavia, muito obrigado meu velho pelas palavras.
Grande abraço.
P.S: O texto ficou muito bom mesmo!!!
Rodrigo Valle Barradas.